segunda-feira, 7 de abril de 2014

Intermitências


Careço de intervalos de mim.
Que numa vez eu possa ser
E, noutra, ser-te.

Quero nascer de teus infinitos
E reinventar-me em tua ausência.

Que a tua mão seja um sonho em sol
E acaricie de eterno 
A ternura que em meu peito adormece.

Que a tua voz me arraste como um rio 
Para que eu desague em ti.

E que os teus silêncios sejam ecos
Das dores que nunca confesso.

                                                                         Nara Rúbia Ribeiro