Careço de intervalos de mim.
Que numa vez eu possa ser
E, noutra, ser-te.
Quero nascer de teus infinitos
E reinventar-me em tua ausência.
Que a tua mão seja um sonho em sol
E acaricie de eterno
A ternura que em meu peito adormece.
Que a tua voz me arraste como um rio
Para que eu desague em ti.
E que os teus silêncios sejam ecos
Das dores que nunca confesso.
Nara Rúbia Ribeiro