sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
O encontro
Nas horas em que percorro
a espera do encontro
não sei o que me faz mais falta
Sinto apenas que
o ar, o olhar, a luz, o azul...
já não amanhecem da mesma forma na minha janela
Das lembranças que se desenham
todas as noites nos meus sonhos
apenas uma me amedronta
apenas ela alimenta
o que preciso esquecer....
Eu sei que as repostas não me servem de nada
porque tudo já foi dito / vivido / sonhado
Por isso
espero apenas a hora
do encontro
A hora das nossas verdades
e aquilo que conseguimos guardar...
Sílvia Freitas
a espera do encontro
não sei o que me faz mais falta
Sinto apenas que
o ar, o olhar, a luz, o azul...
já não amanhecem da mesma forma na minha janela
Das lembranças que se desenham
todas as noites nos meus sonhos
apenas uma me amedronta
apenas ela alimenta
o que preciso esquecer....
Eu sei que as repostas não me servem de nada
porque tudo já foi dito / vivido / sonhado
Por isso
espero apenas a hora
do encontro
A hora das nossas verdades
e aquilo que conseguimos guardar...
Sílvia Freitas
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
Me chama...
Tudo parece calmo
O silêncio tem o peso da palavra não dita
E meus olhos ainda procuram, em vão, um lugar para descansá-los
(ah, que bom se fossem nos seus)...
Caminho nos meus pensamentos e me perco entre os girassóis
Ah! Como é doce o som da sua voz pronunciando meu nome...
E as suas mãos são ninhos para minha saudade
Ouve!? O meu coração tem pressa
Ele bate sem parar só em pensar em ter você para amar...
Alguém está me chamando (preciso acordar)!
Talvez seja melhor não esperar
Ou talvez já seja tarde...
Sílvia Freitas
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
Soneto de Fidelidade
De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
domingo, 27 de novembro de 2011
Pratique o Desapego
Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final. Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver. Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos que já se acabaram. As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas possam ir embora. Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se. Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos. Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará. Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade. Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida. Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira.
Fernando Pessoa
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
Sensações
Eu me perdi, perdi você
Perdi a voz , o seu quererAgora sou somente um
Longe de nós um ser comum
Agora sou um vento só, a escuridão.
Eu virei pó, fotografia,
Sou lembrança do passado
Agora sou a prova viva
De que nada nessa vida
É pra sempre até que prove o contrário...
Paula Fernandes





