"Não digas nada!
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terça-feira, 6 de maio de 2014
domingo, 24 de novembro de 2013
Amo como o amor ama
Não sei razão pra amar-te mais que amar-te.
Que queres que te diga mais que te amo,
Se o que quero dizer-te é que te amo?
Não procures no meu coração...
Quando te vi amei-te já muito antes.
Tornei a achar-te quando te encontrei.
Nasci pra ti antes de haver o mundo.
Não há cousa feliz ou hora alegre
Que eu tenha tido pela vida fora,
Que o não fosse porque te previa,
Porque dormias nela tu futuro.
Para que queres compreender
Se dizes qu'rer sentir?
Fernando Pessoa.
domingo, 3 de novembro de 2013
Dever de sonhar
"Eu tenho uma espécie de dever, de dever de sonhar, de sonhar sempre,
pois sendo mais do que um espectador de mim mesmo,
Eu tenho que ter o melhor espetáculo que posso.
...E, assim, me construo a ouro e sedas, em salas
supostas, invento palco, cenário para viver o meu sonho
entre luzes brandas e músicas invisíveis."
Fernando Pessoa
segunda-feira, 22 de julho de 2013
quarta-feira, 13 de março de 2013
Lago Mudo
Contemplo o lago mudo
Que uma brisa estremece.
Não sei se penso em tudo
Ou se tudo me esquece.
O lago nada me diz,
Não sinto a brisa mexê-lo
Não sei se sou feliz
Nem se desejo sê-lo.
Trêmulos vincos risonhos
Na água adormecida.
Por que fiz eu dos sonhos
A minha única vida?
Fernando Pessoa
sexta-feira, 11 de janeiro de 2013
O silêncio...
"Por vezes interpretamos o silêncio de pessoas amadas
como sinais de indiferença, esquecimento, e falta de tempo.
Pouco imaginamos ou sabemos que o silêncio inexplicável se
origina numa terna e rica afeição por nós mesmos.
Afeição que transcende os limites do tempo, abraçando
horizontes distantes e encantados;
onde podemos vislumbrar um paraíso dourado e profundo feito
de sonhos desejados e ainda não conquistados."
Hannibal Silver.
domingo, 27 de novembro de 2011
Pratique o Desapego
Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final. Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver. Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos que já se acabaram. As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas possam ir embora. Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se. Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos. Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará. Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade. Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida. Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira.
Fernando Pessoa






