Entre tantos olhares
De todos aqueles rostos
Meu coração escolheu o seu para amar
Mas, ele não sabia nada do depois
Não entenderia do tempo
Desconheceria a espera
E do silêncio que ecoaria em grito
De tristeza, de adeus
Por um não poder ser...
E o meu olhar, hoje, descansa
Ele não tem mais pressa
Nem deseja mais
A ausência tem este poder
A falta é preenchida de vazios
De todos os tipos
E este repouso
Acontece apenas em mim.
Silvia Freitas
sábado, 6 de janeiro de 2018
terça-feira, 2 de janeiro de 2018
Amanheceres
E nos meus olhos floresciam amanheceres...
Não, não era triste percebê-los assim
Eu já sabia que chegaria este momento
O instante do não existir
Apenas saberia que sentiria um desejo
Um quererestar sem fim...
Mas, tudo mudou
Tudo pode sempre mudar
Apenas o sonho ficou...
E ele é quem irá me mover
É ele quem me trará de volta a poesia das palavras
E então começarei a escrever todo amor contido nestes recomeços.
Sempre, até o sim.
Sílvia Freitas
Não, não era triste percebê-los assim
Eu já sabia que chegaria este momento
O instante do não existir
Apenas saberia que sentiria um desejo
Um quererestar sem fim...
Mas, tudo mudou
Tudo pode sempre mudar
Apenas o sonho ficou...
E ele é quem irá me mover
É ele quem me trará de volta a poesia das palavras
E então começarei a escrever todo amor contido nestes recomeços.
Sempre, até o sim.
Sílvia Freitas
terça-feira, 12 de dezembro de 2017
Só às cinco
São cinco horas!
Olho ao meu redor e procuro algo
Sinto um leve descompasso
Respiro fundo...
Estico meu braço num gesto quase mecânico
As mãos não possuem mais aquele afã
Desisto da busca
Existe algo dentro de mim que não se cansa
Mas sei que uma hora destas tantas cinco da manhã
Eu vou achar aquilo que hoje
Não consego enxergar...
Silvia Freitas
Ilustração de Igor Morski
Olho ao meu redor e procuro algo
Sinto um leve descompasso
Respiro fundo...
Estico meu braço num gesto quase mecânico
As mãos não possuem mais aquele afã
Desisto da busca
Existe algo dentro de mim que não se cansa
Mas sei que uma hora destas tantas cinco da manhã
Eu vou achar aquilo que hoje
Não consego enxergar...
Silvia Freitas
Ilustração de Igor Morski
terça-feira, 5 de dezembro de 2017
Sempre por ti
Você entrou perguntou o que queria saber
Por algum motivo você notou o brilho
Do meu olhar
E eles lacrimejaram inocentemente...
Contudo, depois de tanto tempo, estou perto do fim
Lembre-se você trouxe a fagulha
que existia em mim
Você disse o que eu tinha esquecido do meu início
Mas quando você voltar, não estarei mais aqui
Então meu raio de sol, só quero que saibas que foi tanto amor que deixei pra ti
Que ainda sentirás o meu perfume...
E eu sentirei a sua presença por toda a minha vida!
Silvia Freitas
Por algum motivo você notou o brilho
Do meu olhar
E eles lacrimejaram inocentemente...
Contudo, depois de tanto tempo, estou perto do fim
Lembre-se você trouxe a fagulha
que existia em mim
Você disse o que eu tinha esquecido do meu início
Mas quando você voltar, não estarei mais aqui
Então meu raio de sol, só quero que saibas que foi tanto amor que deixei pra ti
Que ainda sentirás o meu perfume...
E eu sentirei a sua presença por toda a minha vida!
Silvia Freitas
quinta-feira, 23 de novembro de 2017
Eu queria te falar
Hoje pensei em te escrever
Falar tudo o que estava pensando
E realmente não estava preocupada com nada mais
Queria botar pra fora tudo que estava preso na garganta,
No meu peito, no meu coração...
Mas quando comecei a escrever
Cada palavra traduzia apenas o que eu estava sentindo
E era só sobre o amor que saia
Era tudo o que eu sentia e que não queria escrever...
Deletei tudo! Tinha que pensar mais um pouco sobre o que quero te falar.
Sobre tudo isto que estou pensando!
Silvia Freitas
Falar tudo o que estava pensando
E realmente não estava preocupada com nada mais
Queria botar pra fora tudo que estava preso na garganta,
No meu peito, no meu coração...
Mas quando comecei a escrever
Cada palavra traduzia apenas o que eu estava sentindo
E era só sobre o amor que saia
Era tudo o que eu sentia e que não queria escrever...
Deletei tudo! Tinha que pensar mais um pouco sobre o que quero te falar.
Sobre tudo isto que estou pensando!
Silvia Freitas
quinta-feira, 16 de novembro de 2017
A janela
Enfim a noite caiu sobre mim...
O cansaço do meu corpo já não suportava mais a espera.
Agora, deitada e olhando para o céu percebo o quanto é tarde
- a janela ainda me impede de voar -
Fecho os olhos e uma leve brisa arrepia a minha pele
Mesmo sozinha eu me sinto e minhas mãos percorrem
Caminhos...
Um breve suspiro de contentamento toma conta de mim
Não tenho medo da escuridão
Mas me assusta isto que vibra dentro mim!!
Apago a luz.. Ainda é muito cedo para sonhar.
Silvia Freitas
Pintura de Anouk Lacasse
O cansaço do meu corpo já não suportava mais a espera.
Agora, deitada e olhando para o céu percebo o quanto é tarde
- a janela ainda me impede de voar -
Fecho os olhos e uma leve brisa arrepia a minha pele
Mesmo sozinha eu me sinto e minhas mãos percorrem
Caminhos...
Um breve suspiro de contentamento toma conta de mim
Não tenho medo da escuridão
Mas me assusta isto que vibra dentro mim!!
Apago a luz.. Ainda é muito cedo para sonhar.
Silvia Freitas
Pintura de Anouk Lacasse
sábado, 11 de novembro de 2017
Como uma ideia
Ah, se eu tivesse a sorte de não querer
Não desejar, ao menos um dia... Quem dera!
Só que mesmo dormindo estou pensando
Mesmo acordada estou a procurar nos sonhos
E quantas vezes ao final do dia faço promessas em vão,
Quantas vezes na noite acordo, sobressaltada, para ter a certeza!!!
Quantos pedidos às estrelas jogados ao vento...
Quem sabe um dia tudo isso passe...
“Como uma ideia que existiu na cabeça e não tinha a menor pretensão de acontecer...”
Silvia Freitas
Não desejar, ao menos um dia... Quem dera!
Só que mesmo dormindo estou pensando
Mesmo acordada estou a procurar nos sonhos
E quantas vezes ao final do dia faço promessas em vão,
Quantas vezes na noite acordo, sobressaltada, para ter a certeza!!!
Quantos pedidos às estrelas jogados ao vento...
Quem sabe um dia tudo isso passe...
“Como uma ideia que existiu na cabeça e não tinha a menor pretensão de acontecer...”
Silvia Freitas





