quinta-feira, 16 de novembro de 2017

A janela

Enfim a noite caiu sobre mim...
O cansaço do meu corpo já não suportava mais a espera.
Agora, deitada e olhando para o céu percebo o quanto é tarde

- a janela ainda me impede de voar -

Fecho os olhos e uma leve brisa arrepia a minha pele
Mesmo sozinha eu me sinto e minhas mãos percorrem
Caminhos...

Um breve suspiro de contentamento toma conta de mim
Não tenho medo da escuridão
Mas me assusta isto que vibra dentro mim!!

Apago a luz.. Ainda é muito cedo para sonhar.

         

                                     Silvia Freitas


                                                                              Pintura de Anouk Lacasse



sábado, 11 de novembro de 2017

Como uma ideia

Ah, se eu tivesse a sorte de não querer
Não desejar, ao menos um dia... Quem dera!
Só que mesmo dormindo estou pensando
Mesmo acordada estou a procurar nos sonhos

E quantas vezes ao final do dia faço promessas em vão,
Quantas vezes na noite acordo, sobressaltada, para ter a certeza!!!
Quantos pedidos às estrelas jogados ao vento...

Quem sabe um dia tudo isso passe...

“Como uma ideia que existiu na cabeça e não tinha a menor pretensão  de acontecer...”

                                                            Silvia Freitas







terça-feira, 24 de outubro de 2017

Memórias

Remexendo as gavetas, as memórias de algumas lembranças, 
sentindo um cheiro quase imperceptível do seu perfume... 

Sei que você ainda está em mim
E a lágrima que acaricia o meu rosto e para na minha na minha boca
é a resposta de que o meu desejo ainda pulsa
e meu coração ainda dispara quando vejo você!


                                                             Sílvia Freitas



segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Poentes

Em tempos de poentes me faço Sol
que insiste em querer continuar

Sou asas em pleno voo a percorrer horizontes
Sem começo e sem fim
Apenas a deslizar em uma linha tênue do não saber

Em tempos de poentes
Acaricio no mar a última luz refletida

E em mim faço noite em chão estrelado

Meus olhos são janelas abertas para
A escuridão que se aproxima

Mas, meu coração em desatino
Vibra e pulsa desmedidamente
Ao clarão do luar

Em tempos de poentes traduzo os silêncios
Que habitam no anoitecer e que brotam em mim...

                       
                                                                                        Silvia Freitas


                                                                                 Rio Potengi - Natal / RN


segunda-feira, 28 de agosto de 2017

No teu coração

E quando me chamares em pensamento
Estarás comigo
Meu corpo será o teu corpo
E levitaremos
E nos amaremos para além deste mundo

                                                         Sílvia Freitas


  



quarta-feira, 19 de julho de 2017

A viagem

Às vezes, a proximidade do fim me surpreende
Acordo sobressaltada com uma voz sussurrando baixinho
que o fim se aproxima
Ando me preparando
Penso em como será com a ausência
Já passei por isto
E estava sozinha...
E novamente terei apenas a mim.
Respiro profundamente procurando
o fio da esperança
Tento encontrar uma coragem
que me falta e me assusta.

É preciso acender a luz
para enxergar a claridade do outro.

                                                                           Sílvia Freitas



quinta-feira, 22 de junho de 2017

Eu e o meu desejo

Nada é mais forte do que o meu desejo de ser quem eu sou!! 

E eu sou assim mesmo: 
broto
caminho
pedra
pele
coração

... e tudo que consiga me mover para além das prisões do pensamento! 

Eu sou a palavra revestida de poesia

Por isso a liberdade é a minha utopia!!!

                                                                                                          Sílvia Freitas