sábado, 18 de junho de 2016

Deserto - O encontro

O encontro já estava marcado
Nós nos encontraríamos
independente da posição da lua

As estrelas já sabiam e se alinhavam a nossa volta

Só nós não sabíamos que ele não aconteceria como queríamos
um encontro de corpos e almas...

Era somente um estar-junto
Um entreolhar
Um querer-ficar infinitamente

Um desejo que cresceria quanto mais distante estaríamos...

Não era para ser mais do que se pretendia
Era apenas um encontro
Um desejo que adormeceria em um canto escuro do sonho

Até o dia em que raios de sol pudessem entrar
e nos libertar desta solidão.

                                                                               Sílvia Freitas


quarta-feira, 18 de maio de 2016

Deserto - O caminho

Caminho em passos lentos
O meu olhar procura, em vão, saídas

Algumas folhas - caídas no chão - sinalizam mudanças
 é preciso preparar a alma
mudar algumas certezas

Não tenho mais o tempo de espera
O meu tempo é o agora
porque amanhã... pode ser muito tarde

                                                                         Sílvia Freitas



sábado, 14 de maio de 2016

Deserto - A partida

É chegada a hora de partir porque na verdade era o único caminho
 Por mais desejo que existisse em ficar
 Não dava mais
 Nada mais me prendia naquele lugar
 Juntei num último suspiro todas as minhas forças
 Naquela dor não existia mais espaço para sofrimento
 Dei o primeiro passo em direção ao azul
 Eu sabia que lá encontraria o meu desejo de viver.

                                                                                                 
                                                                                                         Sílvia Freitas



quarta-feira, 6 de abril de 2016

A busca



Todos os dias quando vou dormir procuro sonhar com o azul do seu olhar 
e meu coração amanhece todo florido. 

                                                                                                 Silvia Freitas



terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

O infinito


Ainda me arrepio com os pingos da chuva no meu corpo...
A água que escorre no meu rosto se confunde com as minhas lágrimas...
Nada mudou... tudo permanece com a mesma intensidade!
Fecho os olhos não mais para sonhar
Mas para me entregar a esta emoção que me envolve e me alimenta
Ah, o infinito deste amor mora em mim
E é o que me basta.

                                                                               Sílvia Freitas



quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Era amor...

Era amor desde o início...
Quando impliquei a primeira vez
e depois quando resisti em dizer adeus...
Quando dormia e acordava pensando eu sabia que era amor!
Em todos os planos e fugas era com você que imaginava um depois...


E agora eu me pergunto: quando um sonho termina o que se faz...?
O que ainda preciso entender...?






. Silvia Freitas



quarta-feira, 4 de março de 2015

Versos lindos


Eu queria trazer-te uns versos muito lindos
colhidos no mais íntimo de mim...


Suas palavras
seriam as mais simples do mundo,
porém não sei que luz as iluminariam
que terias de fechar teus olhos para as ouvir...

Sim! Uma luz que viria de dentro delas,
como essa que acende inesperadas cores
nas lanternas chinesas de papel!


Trago-te palavras, apenas... e que estão escritas
do lado de fora do papel... Não sei, eu nunca soube o que dizer-te
e este poema vai morrendo, ardente e puro, ao vento
da poesia... como uma pobre lanterna que incendiou!


                                                                                      Mário Quintana