terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Conversas entre mãe e filha...

Tudo aconteceu como todas as manhãs. Levantei às 5 horas e preparei o café da minha mãe. Mas havia no meu andar uma vontade de voltar para cama e deitar a minha cabeça no travesseiro até que o sono me levasse de volta para onde nunca deveria ter saído...

Bilinha: O que que você tem?

A pergunta dela foi como um balde de água fria me fazendo acordar, literalmente!

Sílvia: Nada meu amor (tudo...eu quero seu colo pra diminuir esta dor...)
Fechei os olhos e tudo que estava sentindo parecia que queria transbordar... 
Por que você está me perguntando isto?

Bilinha: Porque você não ligou o rádio e nem está cantando!
Sílvia: Ora, é porque estou com sono... Vou tomar um banho para acordar pra vida!!!!
Bilinha: Sílvia, só tenha cuidado porque mágoa adoece o corpo.

Então, não tive como segurar...E uma gota de tristeza escorreu pelo cantinho dos meus olhos...
Durante o banho aproveitei a água que escorria no meu corpo e botei pra fora toda a minha mágoa.


                                                                                               Sílvia Freitas



segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

E agora, o que fazer com essa manhã desabrochada a pássaros?

                                                                              Manoel de Barros


quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Silêncio amoroso


No trânsito

E sem perceber que havia chegado
desceu dos seus sonhos e foi caminhando para o azul
fazia uma manhã cheia de esperança
tudo se enchia de infinito...

Mas, aí o pneu furou
não sabia trocá-lo...
Bateu a porta com força
e saiu cantando uma velha canção de amor...

                                                                  Sílvia Freitas



domingo, 1 de dezembro de 2013

Advento Poético

“... E, aquele 
Que não morou nunca em seus próprios abismos
Nem andou em promiscuidade com os seus fantasmas
Não foi marcado. Não será exposto
Às fraquezas, ao desalento, ao amor, ao poema.”

                                                                           Manoel de Barros


Dançarina



E envolta em sonhos e brisas eu dançarei pra você
E meu corpo será palco do seu corpo
E o sol  e o mar testemunharão este balé de fantasias
Os pássaros cantarão uma suave melodia
e serei embalada pelo desejo do seu sol
e meus olhos derramarão gotas de madrugada
e despontarei no azul 
como uma borboleta encantada...

                                                 Sílvia Freitas