quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Ocaso


Novamente um novo poente começa a surgir
Ele já traz o nome do cansaço
Um princípio com fim determinado
Nada mais poderá ser sentido
As palavras serão levadas ao vento
Pois já aprendi a caminhar nas tempestades.

Que venha o dia
Que o sol brinque na minha pele
E que o azul do céu encha o meu coração de sonhos.

Aprendi a deixar o perfume nos espinhos
Porque sei que a força do vento levará o que restou de mim.


                                                                             Sílvia Freitas

segunda-feira, 23 de julho de 2012

A fotografia


... E naquela fotografia você surgia
Meus olhos ficaram paralisados com seu rosto
A sua imagem enigmática 
me confundia
O seu sorriso me mostrava apenas uma intenção de ter-me
Mas faltava-lhe o desejo de me possuir


Embora linda 
a expressão não me trazia de volta
Sim você era apenas um momento adormecido na minha memória.


                                                                                              Sílvia Freitas

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Amor é fogo que arde sem se ver







Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer.

É um não querer mais que bem querer;
É um andar solitário entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É um cuidar que se ganha em se perder.

É querer estar preso por vontade
É servir a quem vence o vencedor,
É ter com quem nos mata lealdade.

Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade;
Se tão contrário a si é o mesmo amor?


                                                                               Luís de Camões

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Liberdade


Seria tão simples se não fosse tão complexo.
Você torna-se prisioneiro das suas escolhas!
Ah como eu queria poetizar este caminho que preciso seguir
Talvez as rimas, as metáforas enganassem o que me espera
Mas a água translúcida e fria não me permitiria blefes
Eu sou assim!
Só tenho o meu sentimento como marca.
   
                                                                                                                                  Sílvia Freitas

terça-feira, 3 de julho de 2012

Meus sonhos

Eu queria organizar meu coração
mas eu não consigo
é mais forte do que minha razão
É sempre assim:
amor demais, paixão infinita
raiva de morrer

Será que com a maturidade conseguirei
arrumar tudo direitinho nos seus devidos lugares?
O que é vida aqui, o que for sonho lá e o que for delírio...


Ah, deixa vir...

                                                                                                                           Sílvia Freitas

domingo, 3 de junho de 2012

Só você

Podia ser só amizade,
paixão, carinho, admiração, respeito,
ternura, tesão...
Com tantos sentimentos arrumados, cuidadosamente, na prateleira de cima...
tinha de ser justo amor, meu Deus?


                                                                                        Caio Fernando Abreu