terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Só você...

É como uma ventania
você chega de repente
invade meus pensamentos
estremece minha alma

fico sem ar
o coração quer parar
mas a cabeça não consegue aceitar
o abismo que foi criado por nós

perdemos nossos desejos
esquecemos nossos sonhos
já não conseguimos mais nem pronunciar nossos nomes
e o mel já não traz o doce
da sua boca
e a solidão
ainda é minha companheira

talvez minhas mãos nunca mais alcancem as suas...
talvez o tempo já seja um anti-tempo...
talvez o amor já tenha deixado de ser amor...

                                                                                                                Sílvia Freitas

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Paixão

De onde estou
sinto que meus olhos se perderam
e uma lágrima seca escorre por conhecidos caminhos
que molham cada espaço do meu rosto
não existe dor
é só um vazio instalado dentro de mim
de um querer sem tempo
sem pressa
quase um fechar de porta
e sei que para trás ficará apenas
a palavra não dita.

                                                                                                             Sílvia Freitas

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Um Presente



Abri minha janela
e um novo sol me iluminou.
Então as andorinhas cantaram, o vento aqueceu a minha pele,
e meus olhos ouviram músicas nas suas palavras...
Você tem cheiro de jasmim,
e surpreende-me com seus  presentes:
as estrelas, a poesia, o barulho do mar
Ah e seus abraços...
Me levam para onde meus braços não conseguem alcançar...
E pensar que os seus passos sempre estiveram
marcados no meu caminho...
                    
                                                                                                                    Sílvia Freitas

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

O encontro

Nas horas em que percorro
a espera do encontro
não sei o que me faz mais falta
Sinto apenas que
o ar, o olhar, a luz, o azul...
já não amanhecem da mesma forma na minha janela
Das lembranças que se desenham
todas as noites nos meus sonhos
apenas uma me amedronta
apenas ela alimenta
o que preciso esquecer....
Eu sei que as repostas não me servem de nada
porque tudo já foi dito / vivido / sonhado

Por isso
espero apenas a hora
do encontro
A hora das nossas verdades
e aquilo que conseguimos guardar...
                                                                                                                            Sílvia Freitas

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Me chama...


Tudo parece calmo
O silêncio tem o peso da palavra não dita
E meus olhos ainda procuram, em vão, um lugar para descansá-los
                                                                (ah, que bom se fossem nos seus)...

Caminho nos meus pensamentos e me perco entre os girassóis
Ah! Como é doce o som da sua voz pronunciando meu nome...
E as suas mãos são ninhos para minha saudade
Ouve!? O meu coração tem pressa
Ele bate sem parar só em pensar em ter você para amar...

Alguém está me chamando (preciso acordar)!

Talvez seja melhor não esperar
Ou talvez já seja tarde...
                       

                                                                                                                           Sílvia Freitas

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Soneto de Fidelidade


De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.